O melhor da vida



Dá uma olhadinha nesse trecho de uma música:

“O que vale nessa vida é ver como você aproveita Desde a hora que levanta até a hora que deita Quando escolhe a coisa certa é tudo sem receita Quando perto de você a própria confusão se ajeita bem”

Identificou-se com algo? Não? Talvez? Pois bem, vamos lá... Como foi o seu dia hoje? Você acordou, foi a escola, a faculdade, ao trabalho? Quando chegou lá você sorriu para o seu colega ou passou direito, sem nem dar bom dia, afinal o percurso até ali tinha sido estressante, com direito a engarrafamento e mensagem cobrando aquele trabalho para ser entregue às 12 horas?

Quando nos encontramos dentro de uma rotina, nos deparamos com diversas situações que colocam à prova, primeiro a nossa paciência e depois a nossa santidade. Espera, santidade? É, eu sei, vocês já estão pensando “ah, mas não sou santo, santo é o padre, a freira, o seminarista...” São sim, mas vamos deixar claro aqui, ser santo também é possível dentro da rotina das pessoas “comuns”. Estou falando de você mesmo, que estuda pela manhã, trabalha a tarde e chega em casa morto, estou falando de você que tirou cinco em matemática e gosta de escutar uma boa banda de rock.

Mas vocês podem estar se perguntando: o que isso tem a ver com o trecho da música, a manhã do seu dia e uma vida de santidade? Eu diria quem tem muito a ver. Mas vamos por partes. Por muito tempo, apesar de estar sempre indo à missa, participando do grupo de jovens, eu me questionava constantemente como seria possível ser santo dentro da minha realidade: estudante, filha de pais separados, especialista em reclamação. Eu era aquela pessoa que só conseguia ver dificuldades e nunca possibilidades ao meu redor. Toda manhã eu acordava pensando em como aquele seria mais um dia ruim, cansativo, de cobranças e estresse. Era trabalho para entregar, trânsito, uma hora e meia de viagem até a escola, ônibus lotado. Enfim, tudo, como eu disse, era motivo de reclamação, lamentação e por aí vai.

Daí, um dia eu estava na internet e encontrei um livro que se chamava “Santos de calça jeans”, foi curiosidade à primeira vista. Dizia assim na sinopse: “Santidade não está relacionada a realizar fatos homéricos ou viver em eterna penitência [...] Podemos ser santos na faculdade, na academia, nas reuniões com nossos amigos ou nos sites de relacionamento da internet”. Isso me intrigou de uma forma, eram conceitos que simplesmente não conseguia assimilar à santidade. Foi aí que fiquei nos sites de livros que tanto gostava garimpando uma promoção para compra-lo, até que um dia consegui e finalmente ia ler sobre estes tais santos de calça jeans.

A cada capítulo, eu sentia que o autor falava diretamente a mim... Eu podia curtir minhas bandas de rock, sair com meus amigos para um sorvete e ainda ser santo! A leitura então ia incomodando meu coração, não um incomodo no sentido ruim da palavra, mas sim de querer mudar, transformar verdadeiramente a minha vida de reclamações e tristezas. Ele escrevia ainda sobre uma frase de Santo Agostinho: “O pecado é o motivo de tua tristeza. Deixa que a santidade seja o motivo de tua alegria.”

Mas posso dizer que a parte que mais me tocou foi quando li o seguinte trecho: “Existem muitas pessoas que pensam que vivem, mas, na verdade, estão fingindo. Ao mesmo tempo, muitos acreditam que para ser santo devem deixar de viver. Não é nada disso. A ordem é: Viva, Viva a vida! Deseje o Céu! [...] Santidade é feita de sorriso, de estender a mão. Santidade é atitude de quem sabe que recebeu mais do que merecia e só tem como retribuir dando-se. Independente do estilo, da visão de mundo ou da tribo a qual pertence.”

E foi ao perceber a realidade a partir dessas palavras que eu comecei a buscar uma vida de santidade, começando por pequenas coisas do meu dia, como dar bom dia aos meu colegas, usar o longo tempo de deslocamento até a escola para rezar o terço, conversar mais com os meus pais... E em cada dificuldade eu pensava: “o que Jesus faria?” , buscando nos momentos de provação lidar com as circunstâncias tendo sempre em mente o exemplo de amor e paciência de Jesus.

Afinal, como diz a canção... “Quando escolhe a coisa certa é tudo sem receita, quando perto de você a própria confusão se ajeita bem”

Para quem se interessou pela leitura, o livro usado como referência é do Adriano Gonçalves, “Santos de Calça jeans” e a música é do cantor Marcelo Jeneci, “O melhor da vida”.

Por Emanuelle Olieveira, Auxilia Matriz

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