Será que precisamos dar uma resposta?



Aracaju, 02 de fevereiro de 2018

Meus caros Jovens,

Salve Maria!

Com grande júbilo escrevo a vocês, meus estimados e tão valiosos jovens. Ao mesmo tempo que escrevo a todos, penso no particular de cada um, naquilo que possamos partilhar, descobrir e viver. De fato, vocês sempre serão o encantamento aos olhos da humanidade, paraíso privilegiado do nosso Carisma. Hoje, dia 02 de fevereiro, ocasião na qual celebramos o dom da vida consagrada, quero agradecer a cada um que com sua história, identidade e sonhos promove a dinamicidade do nosso Carisma. Gratidão!

Estamos a viver um momento ímpar na história, são muitos os acontecimentos e transformações, a cada instante investe-se mais no relativismo e opções superficiais de vida. Nossos jovens com tanto bombardeio se colocam frente a questionamentos, e muitas vezes, dando-se por vencidos aceitam, mesmo que sofrendo opções meramente materialistas e efêmeras. Nascemos para a Felicidade e disso não podemos abrir mão! Diante desta realidade quero falar no particular de cada um três pontos importantes: a indiferença de coração, o ócio e o relativismo pelo medo.

Indiferença de coração

Muito reclamamos da crise, das nossas frustrações e questionamos a validade de nossas escolhas. Precisamos olhar para nós e não ficar em nós mesmos, mas, reconhecer todo o nosso potencial e partir ao encontro daqueles que precisam do nosso auxílio. Meu caro jovem, na sua particularidade podes dar tudo, sem indiferenças. Se sofres, se duvidas, se algo o inquieta, saiba que as respostas surgem da experiência que só a oferta de vida pode proporcionar.

Na oferta de vida descobrimos que um coração totalmente doado em sua plena liberdade não se faz indiferente ao clamor da humanidade. Enquanto muitos apenas olham e se questionam, somos nós que devemos sinalizar a existência de um porto seguro, de um recanto de paz. Não seja indiferente, mas em uma cultura de mesmice, seja a diferença!

Ócio

O ócio é um estado prolongado de cessação das atividades, sendo neste texto compreendido como um estado de tédio prolongado. Muitas vezes nos acomodamos por esquecermos do passar do tempo, e assim desperdiçamos uma fase tão preciosa de nossas vidas. Gastamos muito tempo nas redes sociais preocupados com likes e a vida dos outros e esquecemos do nosso cultivo interior, da vida real e construção do mundo. Esquecemos de manifestar com nosso protagonismo a fortaleza de Deus, nosso Pai, Amigo e Alegria.

Meu caro jovem, transborde da força que só você detém. Fuja do ócio, este tão perigoso inimigo. Se bem olhares para a sua trajetória, perceberás que por trás do ócio se escondem convites ao pecado, cujas consequências são o isolamento e insatisfação. "É preciso que o Senhor tome posse do coração dos jovens antes que o pecado o faça", nos diria Dom Bosco. Se fores protagonista, proporcionarás a muitos outros jovens a experiência da Felicidade eterna.

Relativismo pelo medo

Estamos em constante batalha para defendermos a nossa identidade cristã. Uma vez marcados pelo Batismo, assumimos em Cristo uma vida inteiramente nova cuja busca incessante não é outra senão o Céu. Em um contexto desordenado de intensos conflitos de violência, propostas desregradas de vivência da sexualidade e pouco ou inexistente senso crítico, muitas vezes o jovem deixa- se contagiar pelo relativismo.

Jovem, por ser jovem como tu, compreendo que muitas vezes a semente do relativismo ganha terreno em vosso coração por ter medo, e assim crias questionamentos muitas vezes sem fundamentos buscando satisfazer, ou melhor, justificar tal relativismo. E nessa, se frustras, pois a voz da consciência grita mais forte, e assim, a "armengagem" relativista se desconstrói. Por isso, vos peço: dedique-se aos estudos de formação, busque as respostas no testemunho cristão e lute por uma vida autêntica de oração. É a oração que gera convicção e coerência de vida, e assim, nos amadurece. O Jovem maduro deixa-se alcançar pelas necessidades e na aventura da descoberta do outro, de si e do seu Criador, defende sua identidade.

E agora, eu vos pergunto: Será que precisamos dar uma resposta? Meu caro, podemos fazer melhor. Podemos ser a resposta a tudo o que está a acontecer. Quando falo resposta não significa justificar, e sim, ser sinal de que uma realidade totalmente diferente nos é possível a partir da radicalidade evangélica, ousadia de coração e exercício da plena liberdade. Precisamos ser a resposta que muitos estão a esperar. Precisamos de forma urgente e necessária evangelizar com o nosso comportamento, opção de vida e anseios. Sendo resposta, transformarás o mundo.

Sem muito me alongar, peço que rezes por mim e por toda a obra do nosso Movimento. O Pai que muito nos ama e constantemente nos resgata jamais irá nos desamparar.

São João Bosco, patrono do Movimento Auxilia,

Rogai por nós!

Fraternalmente,

GC Bruno Lucena

Créditos da Imagem: Manu, ASCOM Auxilia.

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