Será que eu preciso partilhar?

Partilhar é mais do que um momento de diálogo e escuta, é uma necessidade a nos empurrar para uma mudança de vida.



Vivemos tempos de intensas notícias, inúmeras opiniões, fatos sendo atualizados a todo instante, além de tudo o que já nos é particular e habitual. Em tempos barulhentos, nosso coração muitas vezes desolado grita exclamando uma necessidade: partilhar. Será que você tem partilhado o suficiente?


Partilhar a vida não é atualizar as redes sociais com os momentos do seu dia, mendigar interações virtuais para preenchimento de tempo e exercício dos afetos, e nem muito menos reduzir-se a palavras monossilábicas. Partilhar é explanar as necessidades mais gritantes, como também o estado atual de vida de forma clara e completa. Sendo a partilha através do diálogo uma necessidade humana, seu objetivo é promover o encorajamento para a maturidade e crescimento espiritual.


Para o acontecimento de uma partilha eficaz faz-se necessário a existência de um vínculo, afinal, confiar a preciosidade da nossa vida a alguém exige que o outro tenha responsabilidade para conosco, não é mesmo? E aqui já deixo algumas perguntas para reflexão: Tenho vínculos sólidos para partilhar as situações do cotidiano? Estou disposto a demonstrar a verdade sobre mim de forma clara e ordenada para melhor ser ajudado em meus desafios?


As respostas aos questionamentos anteriores podem doer ao concluir estar sendo superficial em suas ações e que não há vínculos autênticos para suprir tal necessidade. Tal descoberta deve ser um ponto de partida para a mudança. Aos que se debruçam na dificuldade em partilhar mesmo tendo bons amigos e acompanhantes espirituais, é preciso estimular a confiança. Confiar é depositar o melhor de si, mesmo em vasos de argila, sabendo que o mesmo quando em responsabilidade e zelo preservará o seu conteúdo sem desperdiçar ou expor o conteúdo partilhado.


De forma particular, colho em meu cotidiano muitos frutos a partir das partilhas do dia a dia, sejam elas oriundas do acompanhamento diário dos jovens ou até mesmo do meu itinerário formativo, vida em comunidade ou convivências com amigos. Percebo sempre que aquilo que muito custa ser extraído, muito aduba a árvore que precisa frutificar. É a coragem em deixar-se conhecer que tudo faz, ordena e envia para encarar os desafios da vida e assim crescer. Por isso, compreendo a partilha como necessidade humana para alcançar o amadurecimento e assim ser melhor a cada dia.


Peço a Deus a graça de sempre possuirmos pessoas retas em nossa estrada para partilharmos de nossas vidas, como também sabedoria e discernimento a todos os que com o dom da amizade e paciência nos auxiliam no crescimento humano e espiritual.


Fraternalmente,

Bruno Lucena, FSVA


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