O vício da masturbação e o discernimento vocacional



Muitos vocacionados não conseguem ser uma resposta concreta aos desígnios de Deus devido as incertezas e vícios no campo afetivo-sexual. Por muito relativizam os pecados que afetam bruscamente este campo e assim sentem-se incapazes de viverem castamente a sadia convivência. Nesta formação abordaremos de forma específica o vício da masturbação dentro da realidade do vocacionado.

A masturbação é a excitação dos próprios órgãos sexuais intencionalmente com a finalidade de obter prazer sem o ato de cópula, ou seja, é um ato egoísta, solitário e incoerente. A dimensão egoísta baseia-se na concepção de que olho apenas para os meus desejos, minhas vontades e esqueço-me da integralidade que sou e do chamado que tenho para amar o outro. Busco a mim mesmo em um prazer desenfreado para saciar-me buscando um mérito, uma satisfação, uma recompensa, o que é impossível. O aspecto solitário da prática consiste em eu estar fechado em mim mesmo nas minhas carências e solidão e buscar saciar todos os meus vazios na excitação sexual comigo mesmo. E, por último, a incoerência da masturbação que vai de contrário aos planos de Deus: fui feito para amar e o ato sexual quando bem vivido na realidade matrimonial torna-se manifestação do puro amor, contemplando assim as dimensões do Amor que é total, fiel, fecundo e livre.

O Catecismo da Igreja Católica, n.º 2352 descreve a masturbação como "um atentado contra o amor, porque torna a estimulação do prazer num fim em si mesmo e desvia a pessoa do desenvolvimento integral do amor entre o homem e a mulher. Por isso, o 'sexo consigo mesmo' é, em si mesmo, uma contradição". O YOUCAT, n.º 409 de forma simples explica que "a Igreja não diaboliza a masturbação, mas avisa que ela não é inocente. Na verdade, muitos jovens e adultos são prejudicados por se isolarem no consumo de imagens, filmes e ofertas da Internet, em vez de procurarem o amor numa relação pessoal. A solidão pode levar a um beco sem saída, onde a masturbação se torna um vício. Ninguém, contudo, se torna feliz vivendo o lema 'para sexo não preciso de ninguém; faço-o sozinho, como e quando preciso'". (YOUCAT, 409)

Aquele que se faz disponível para descobrir e assim se realizar no plano vocacional, ao desviar o seu olhar do Criador, aquele que provém a vocação, e foca no consumo de pornografias, imagens sensuais e em leituras eróticas, está por sua vez a obscurecer a visão e obstruir todos os sentidos que o iria fazer perceber e compreender o chamado de Deus. O vocacionado passa a viver erroneamente e da pior forma somente para si, não se coloca de prontidão para o serviço, não se faz livre para ir de encontro aqueles que necessitam de amor.

Na verdade, por muito, os vícios sexuais provocam uma crise vocacional interior, onde a busca pelo serviço pode-se constituir muitas vezes uma rota de fuga para tentar fugir da perversão sexual vivida no isolamento de si.

Fugir da ociosidade, dos meios midiáticos que estimulam os vícios sexuais, tais como determinadas revistas e programas televisivos, assim como redes sociais onde pessoas em seus perfis exibem-se sensualmente em busca de serem percebidas. Ter disciplina na vida de oração e na vida sacramental, assim como buscar direção espiritual e em alguns casos ajuda psicológica são fundamentais para a cura dos vícios e assim corresponder inteiramente aos projetos vocacionais.

São João Paulo II, rogai por nós!

Por GC Bruno Lucena, FSVA

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